"Uma vida que não é examinada não merece ser vivida". Sócrates. O primeiro ensinamento filosófico é perguntar: O que é útil? Para que e para quem algo é útil? O que é inútil? Por que e para quem algo é inútil?O senso comum de nossa sociedade considera útil o que dá prestígio, poder, fama e riqueza.
Julga útil pelos resultados visíveis das coisas e das ações, identificando utilidades e a famosa expressão "levar vantagem em tudo". Desse ponto de vista, A Filosofia é inteiramente inútil e defende o direito de ser inútil. Não poderíamos, porém, definir o útil de outra maneira?Platão definia a Filosofia como um saber verdadeiro que deve ser usado em benefício dos seres humanos.
Descartes dizia que a Filosofia é o estudo da sabedoria, conhecimento perfeito de todas as coisas que os humanos podem alcançar para o uso da vida, a conservação da saúde e a invenção das técnicas e das artes.Kant afirmou que a Filosofia é o conhecimento que a razão adquire de si mesma para saber o que pode conhecer e o que pode fazer, tendo como finalidade a felicidade humana.
Marx declarou que a Filosofia havia passado muito tempo apenas contemplando o mundo e que se tratava, agora, de conhecê-lo para transformá-lo, transformação que traria justiça, abundância e felicidade para todos.Merleau-Ponty escreveu que a Filosofia é um despertar para ver e mudar nosso mundo.Espinosa afirmou que a Filosofia é um caminho árduo e difícil, mas que pode ser percorrido por todos, se desejarem a liberdade e a felicidade. Qual seria, então, a utilidade da Filosofia?
Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil, por exemplo: a "negralhada" assumiu a prefeitura; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil, por exemplo: encher a cidade de cartas anônimas ofendendo as pessoas e as suas famílias , e manipulando pessoas para fazer esse serviço sujo, e até familiares acreditando na sua vitimização; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se der a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.
Mas é preciso considerar que a Filosofia tem incomodado a muitos. A história registra muitas tentativas e empreitadas em destruí-la, desqualifica-la, negá-la. Os tiranos, os manipuladores, os mistificadores, os dominantes, os donos de blogs – nem todos -, e todos os interessados na alienação e mediocridade do povo preferem uma consciência de rebanho, de fácil manipulação, cativa e obediente, a um questionamento sistemático e profundo sobre a realidade. Não foram poucos os filósofos que pagaram com a vida ou a perda da liberdade a ousada postura de filosofar sobre seu tempo, exemplo é esse que vos escreve.
Como eles não tem competência para desqualificar a Filosofia, tentam na blogosfera desqualificar o sujeito, impingindo nele diversos adjetivos abduzidos de teorias conspiratórias em botecos, no MSN...paradoxo do Ócio da Criatividade, do filósofo italiano Domenico de Massi, “elles” criaram o Ócio da Destruição, mas identificados, são dos seu cotidiano essa prática.
Voltando a máxima de Sócrates, que abriu esse texto.
Voltando a máxima de Sócrates, que abriu esse texto.
Esta é a proposta original da Filosofia, estabelecer uma crítica a uma determinada concepção de mundo, desmascarar tiranos e canalhas, alinhavar alguma significação para a existência humana, pessoal e social e se tornar uma teoria de alcance eficaz no permanente processo de mudança e construção social da realidade.
Cabe a cada homem/mulher antoninense exercitar o seu “ser filósofo” pôr-se em busca de uma apreensão significativa da cultura, de uma crítica leitura da realidade, para que com autocrítica reconheçam e isolem esses maus elementos do “quanto pior melhor”, Antonina não mais precisa “delles”, como nunca precisou, sempre fizeram oposição incompetente ao poder constituído.
Cabe a cada homem/mulher antoninense exercitar o seu “ser filósofo” pôr-se em busca de uma apreensão significativa da cultura, de uma crítica leitura da realidade, para que com autocrítica reconheçam e isolem esses maus elementos do “quanto pior melhor”, Antonina não mais precisa “delles”, como nunca precisou, sempre fizeram oposição incompetente ao poder constituído.
Fui, sou e sempre serei um crítico ao poder constituído, mas com responsabilidade, não fui, não sou, e não serei um crítico “calça-curta”. Só penso que é muito cedo para começar a campanha majoritária para 2012.Karl Jaspers, um dos grandes filósofos deste século tem o seguinte veredito sobre a ausência da Filosofia e da luta que se faz para desqualificá-la:
“Um instinto vital, ignorado de si mesmo, odeia a Filosofia. Ela é perigosa. Se eu a compreendesse, teria de alterar a minha vida. Adquiriria outro estado de espírito, veria as coisas a uma claridade insólita, teria de rever meus juízos. Melhor é não pensar filosoficamente. ( . . .) Muitos políticos vêem facilitado seu nefasto trabalho pela ausência da Filosofia.
Massas e funcionários são mais fáceis de manipular quando não pensam, mas tão somente usam de uma inteligência de rebanho. É preciso impedir que os homens se tornem sensatos. Mais vale, portanto, que a Filosofia seja vista como algo entediante. Oxalá desaparecessem as cátedras de Filosofia. Quantos mais vaidades se ensine, menos estarão os homens arriscados a se tocar pela luz da Filosofia.
Assim, a Filosofia se vê rodeada de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A autocomplacência burquesa, os convencionalismo, o hábito de considerar o bem-estar material como razão suficiente da vida, o hábito de só apreciar a ciência em função de sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, a aspiração a um nome literário – tudo isso proclama a antifilosofia.” (Jaspers. Karl)
A sociedade consumista, pragmática e tecnocrata atual criou escola tecnicista e castradora(autoritária). A Filosofia foi banida dos currículos, expurgada da Escola Pública, por mais de 40 anos, hoje volta, mais com muita resistência na Escola Pública, o que não aconteceu com as Escolas Particulares, onde estudam os filhos dos nababos da República. Por quê?
A ordem era produzir uma massa passiva, homens sem consciência, mão-de-obra dócil à implantação do concomitante capitalismo monopolista financeiro internacional selvagem. Qual seria a validade da Filosofia na sociedade tecnocrática, a não ser a da crítica radical? A própria compreensão desta questão nos coloca uma outra controvérsia: para que serve a Filosofia? E nisto precisamente está o primeiro passo de uma aproximação com a atitude filosófica original.A tentativa sempre precária(exigente) e renovada em responder a essa questão já é filosofar...
Fortunato Machado FilhoBacharel em Filosofia
N.A. para quem não sabe quem sou, sou Natinho, filho de Fortunato Machado(falecido), também conhecido em Antonina, por Nato Eletricista. Venho a ser primo-irmão do Canduca, Prefeito Municipal de Antonina.Nada pedi materialmente ao meu primo. Solicitei sim, que ele programe em Antonina o currículo de Filosofia no ensino fundamental.
Não trai, nenhum companheiro, pois não prometi...Não faço Endo-Marketing em blogs para dar credibilidade ou tirá-la de nenhum cronista, e nem defendo, e não critico a Administração Antonina Viva, pois não sou irresponsável, em defender ou criticar uma administração que ainda não fez um mês de gestação. Além do mais dentro da sua administração tem pessoa competente para esse trabalho.
Agora, se trair é abandonar, canalhas, manipuladores, ex-políticos recalcados e frustrados, que praticam a política de solapar rótulos perniciosos em cidadãos antoninenses, sou sim um traidor, um mau caráter.Mas, como me ensinou aquele senhor ali de cima, Nato Eletricista. Erro corrige-se, caráter, meu filho, jamais. Por isso, abandonei esses escarnecedores da honra alheia.Agora, as pessoas de Antonina que têm autocrítica, pergunto, e reflitam: " A quem interessa o crime?". Refiro-me a um post, enviado por tal de "Justiceiro", para diversos e-mails de Antonina.

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